terça-feira, 15 de Abril de 2014

Passatempo "Lá fora": quem ganhou a serigrafia?

Obrigado a todos os leitores que participaram no passatempo "Vai lá fora e responde".
Foram mesmo muitos e alguns extraordinariamente rápidos!

Antes de mais, as nossas desculpas pela confusão com a pergunta n.º 12 que esteve on-line com um erro durante alguns minutos. Para evitar injustiças, considerámos a resposta a esta pergunta sempre correta, em todos as participações que recebemos.

E agora a vencedora!...

Quem vai receber a serigrafia com a ilustração do Bernardo Carvalho é a Maria Miguel da Silva Gonçalves que nos fez chegar um questionário 100% correto, às 16.52, de dia 11/04/14.
Parabéns Maria!

A todos os que concorreram, obrigado. Se ainda não foi desta que ganharam, esperem pela próxima. Qualquer dia repetimos a brincadeira...

Aqui ficam as soluções:

1-C
2-A
3-A
4-A
5-A
6-A
7-A
8-B
9-A
10-B
11-A
12-A
13-B
14-B
15-A
16-B
17-A
18-B
19-A
20-A

sexta-feira, 11 de Abril de 2014

Vai lá fora e responde! (e talvez ganhes esta serigrafia)













Passatempo "Lá fora"

A mais recente novidade do Planeta Tangerina chama-se Lá fora e é um guia para descobrir e contemplar a natureza.
Depois de 2 anos de intenso trabalho a preparar este pequeno calhamaço (pesa exatamente 1 kg!), chegou a hora, caros leitores, de também vocês trabalharem... 

O primeiro participante que nos enviar o maior número de respostas corretas às perguntas que se seguem, recebe uma serigrafia com uma ilustração de Bernardo Carvalho, criada para este mesmo livro!

Apliquem-se, pois, mas não se precipitem...

Para mais informações, consultem as regras do passatempo no final. Boa sorte!

1.
Em Lisboa, as pedras da calçada (pretas e brancas) que se encontram lá fora são de que tipo de rochas?
A. As brancas são granito; as pretas são xisto.
B. As brancas são mármore; as pretas são gabro.
C. As brancas são calcário; as pretas são basalto.

2.
Quando, lá fora, tiveres dificuldade em identificar um anfíbio, quem poderá dar-te uma boa ajuda?
A. Um herpetólogo.
B. Um ornitólogo.
C. Um ictiólogo.

3.
Se, por acaso, encontrares uma egagrópila, isso significa que:
A. Um animal passou por ali e vomitou o almoço ou o jantar.
B. Há grandes possibilidades de terem vivido dinossauros na área onde estás.
C. Tens de ter cuidado pois há pessoas alérgicas às suas picadas.

4.
As penas e os bicos das aves são feitos de...
A. Queratina
B. Colagénio tipo B
C. Elasticina

5.
Se, num quintal, encontrares um exosqueleto branco, é muito provável que:
A. Pertença a um gafanhoto que despiu a sua antiga pele exterior.
B. Seja outono e estejas próximo de uma árvore de folha caduca.
C. Tenhas toupeiras no quintal!

6.
Em que parte do corpo da minhoca se situa o seu nariz?
A. Em todo o corpo.
B. Na cauda.
C. Nas patas.

7.
Quais são as duas cobras que existem em Portugal e que podem ser perigosas para os humanos?
A. A víbora-cornuda e a víbora-de-seoane.
B. A cobra-de-escada e a cobra-de-água-de-colar.
C. A cobra-cega e a cobra-de-água-viperina.

8.
Os caracóis têm dentes?
A. Não, que disparate.
B. Sim, têm uma espécie de ralador chamado rádula, com muitos dentes minúsculos.
C. Sim, têm dois dentes maiores (os ráquis) na parte superior da boca e dois pequenos dentes na parte inferior (os calcites).

9.
Porque é que as formigas seguem sempre num carreiro?
A. Porque vão a seguir o cheiro umas das outras.
B. Porque recebem um choque elétrico (da formiga da frente) se saem do carreiro.
C. Porque possuem um sistema de orientação chamado ecolocalização.

10.
As antenas das borboletas funcionam como:
A. Ouvidos.
B. Nariz.
C. Olhos.

11.
Porque é que os sapos são mais sensíveis à poluição do que muitos outros animais?
A. Porque a sua pele é permeável e absorve mais facilmente substâncias tóxicas.
B. Porque têm um sistema nervoso mais frágil e imaturo.
C. Porque são animais mais antigos e, logo, o seu sistema imunitário está menos adaptado à poluição.

12.
A que árvore corresponde o nome científico Quercus suber?
A. Sobreiro.
B. Carvalho-negral.
C. Bétula.

13.
Pilriteiro, aroeira e liquidâmbar são nomes de:
A. Aves.
B. Árvores.
C. Constelações.

14.
Um pardal é uma ave granívora e frugívora, ou seja, come:
A. Minhocas e pequenos insetos.
B. Frutos e grãos.
C. Peixe e moluscos.

15.
Onde se situa o terceiro olho, chamado olho pineal:
A. Bem no meio da cabeça de alguns répteis.
B. Nas costas de alguns caranguejos.
C. No centro das estrelas-do-mar.

16.
O que é um musaranho?
A. Uma espécie de aranhiço, endémico da ilha da Madeira.
B. Um pequeno mamífero, parecido com um pequeno ratinho.
C. Uma toupeira de pequenas dimensões.

17.
O que têm em comum estas aves: corvo-marinho, tarambola-cinzenta, pilrito-escuro e maçarico-galego?
A. Gostam de ir à praia!
B. Habitam as cadeias montanhosas do interior.
C. Comem sobretudo fruta e grãos.

18.
O que é um nimbostratus?
A. É o nome de uma das camadas do subsolo.
B. É uma nuvem que quase sempre traz chuva.
C. É um amante da natureza.

19.
De que são feitas as estrelas?
A. De hidrogénio.
B. De água.
C. De carbono.

20. 
Se, lá fora, encontrares um ramo de Rosmarinus officinalis, o mais provável é que tenhas vontade de cantar:
A. Alecrim, alecrim aos molhos, por causa de ti choram os meus olhos.
B. Adeus terra d'embalar, flor da esteva primorosa.
C. Eu não sei como te chamas, ó Maria Faia, nem que nome te hei de eu pôr.

Nota: a pergunta 12 tinha uma gralha e foi atualizada.

Regras:

- As respostas devem ser enviadas para o e-mail: shop@planetatangerina.com até ao final de 2.ª feira, dia 14/4 
(o assunto da mensagem deverá ser: PASSATEMPO LÁ FORA).

- Na mensagem enviada devem indicar os números das perguntas e as letras que correspondem às respostas corretas (exemplo 21. A), assim como o nome e morada do participante.

- O vencedor será anunciado no blogue e facebook do Planeta Tangerina, sendo então indicado o nome do vencedor e a hora de entrada da respetiva mensagem na caixa de e-mail.

- O vencedor será contactado pelo Planeta Tangerina posteriormente (até 4.ª feira, dia 16/4) para acertar os detalhes do envio.

quarta-feira, 9 de Abril de 2014

Todos Fazemos Tudo no CNIBDI

Inaugura amanhã, dia 10, às 19h uma exposição de ilustrações do Todos Fazemos Tudo no Centro Nacional de Banda Desenhada e Imagem (na Amadora).

 photo _xxxxxxx_anim-1.gif


Algumas informações aqui.

terça-feira, 8 de Abril de 2014

Lá Fora, coisas por dentro.









A anatomia das plantas. 
Em 1680, o botânico Nehemiah Grew mostrou pela primeira vez como eram as plantas "por dentro".

E hoje podemos ficar uma horas a olhar para estes desenhos.




sexta-feira, 4 de Abril de 2014


Para mais info: susana.neves@arquivolivraria.pt ou pelo telefone 244 822 225.

quinta-feira, 27 de Março de 2014

O stand mutante em Bolonha

quinta-feira, 20 de Março de 2014

Já chegou (a primavera e o "Lá Fora")





































A primavera chegou hoje, dia 20 de março, às 16 horas e 57 minutos.
Com ela chegou também o "Lá fora", o guia para descobrir a natureza, editado pelo Planeta Tangerina:
Mesmo que moremos numa grande cidade, existe sempre natureza lá fora: nuvens e estrelas, árvores e flores, rochas e praias, aves, répteis ou mamíferos.
Se estivermos atentos, a natureza pode estar bem próxima, pronta a espantar-nos com a sua beleza e com todas as perguntas que nos leva a fazer.
O que esperamos então?
Saltemos do sofá e iniciemos a exploração!

Criado com a colaboração de uma equipa de especialistas portugueses, este livro pretende despertar a curiosidade sobre a fauna, a flora e outros aspetos do mundo natural que podem ser observados em Portugal. Inclui também propostas de atividades e muitas ilustrações, para ajudar toda a família a ganhar balanço, sair de casa e descobrir – ou simplesmente contemplar – todo o mundo incrível que existe "Lá fora".

Mais páginas, aqui.

Já disponível para encomenda, na nossa loja, aqui.


(Espreitem a notícia da LUSA que conta mais detalhes, aqui.)

quarta-feira, 19 de Março de 2014

De dentro para fora (em 4 passos)


1. 

Ficar a olhar para ontem. Ter uma ideia genial (ligar a televisão!). Percorrer todos os canais, uma vez, duas vezes, vezes sem conta. Desanimar. Coçar a cabeça e olhar mais uma vez para ontem (para hoje, para amanhã). Contar as moscas (se as houver). Suspirar. 


2.  

Ganhar coragem. Carregar no botão encarnado do comando (já está!). Pôr os dois pés no chão. Procurar uma abertura por onde entre a luz (porta, janela, varanda). Inspirar, expirar. Não há nada para ver? Nada para fazer? Suspirar mais uma vez. Evitar uma recaída. Procurar uma nuvem. Um arco-íris. O Sol. A Lua. Uma andorinha que vai ali a passar. Natureza, natureza, afinal onde estás tu?



3. 

Chamar um amigo. Descer as escadas a correr. Procurar um quintal, um jardim, um baldio, o campo. (Rotundas não contam, parques temáticos também não.) Descobrir formigas entre as pedras da calçada. Apanhar pedras e paus. Contar quantas espécies de flores há por aqui. Chapinhar numa poça que teima em não evaporar. Procurar pistas de animais. Gritar bem alto sempre que se faz uma descoberta: olha ali, olha ali! Uma borboleta branca e amarela! Eu vi, eu vi!







4. 

Treinar a atenção e o silêncio. Treinar a paciência. Procurar uma rocha das grandes e ficar ali de papo para o ar. Conversar com os sapos e as rãs. Aprender a distinguir um melro de um pardal. Perceber que há centenas de cantos de aves diferentes. Observar as pegadas, os rastos, as penas, as pinhas roídas. Quem passou por aqui? Fazer perguntas. Regressar uma e outra vez.


Amanhã por esta hora, já o Sol cruzou o plano do Equador e o "Lá fora" deve estar a chegar ao armazém do Planeta Tangerina. Agora é deixá-lo secar para que a tinta não esborrate... 



terça-feira, 18 de Março de 2014

Deixa que o vento te despenteie




















Quem fica em casa não se despenteia. Não se molha. Não se suja. Não apanha calor nem frio. Não transpira (grande coisa). Não arranha os joelhos. Não esfola os cotovelos. Não vê os bandos de estorninhos. Não sente o cheiro salgado do mar nem o doce do jasmim. Não apanha malmequeres. Não repara nas nuvens. Não se espanta com as papoilas. Nem com o tamanho do céu. Nem com as minhocas, as lagartixas e as joaninhas.

Lá Fora é que é! Descalcem as pantufas e venham daí. O novo livro do Planeta Tangerina está mesmo a chegar. Faltam pouco mais de 44 horas.

quinta-feira, 13 de Março de 2014

Guia para os ilustradores: como sobreviver à feira de Bolonha?






















O ano passado, por ocasião dos 50 anos da feira, o Master em Ilustração da Escola de Milão (conhecido por Mimaster) criou um desdobrável dedicado aos ilustradores que visitam a feira de Bolonha pela primeira vez. Chama-se "Guia ilustrado para sobreviver à feira de Bolonha"e contém uma lista de conselhos que procuram ajudar os ilustradores recém-chegados a sobreviver a 4 dias intensos de feira e a aproveitar ao máximo as oportunidades.

Quem dá as dicas são editores e ilustradores experientes, e as ideias não se relacionam apenas com ilustração ou trabalho, mas também com roupa, calçado, comida, festas. Há algumas bastante cómicas.
A começar: evitar "sapatos desconfortáveis, portfolios gigantes e espírito derrotista". Um personal trainer recomenda as melhores posturas para quando se está muito tempo de pé (em filas) ou sentado (em reuniões). Um crítico gastronómico aconselha as melhores sanduíches para levar na mochila. Uma artista dá conselhos de moda ("Opta por roupas sóbrias, mas nunca aborrecidas. Estilo Pippi das meias altas, Pukka ou Hello Kitt. Nem pensar.").

Claro que, no final, o que conta é quase sempre o portfolio. E convém prepará-lo com antecedência. Diz um editor: "um porfolio organizado é uma forma de respeito pelo editor". Selecionar o que se quer mostrar, de acordo com a linha da editora. Evitar desenhos soltos ou "bonecos", dando preferência a ilustrações mais narrativas. Escolher apenas os trabalhos mais recentes e colocá-los pela ordem certa. Pôr de parte trabalhos com os quais não se esteja muito satisfeito. Não deixar originais ou Cd's nos stands. Não prolongar demasiado tempo uma reunião. Evitar monólogos longos. Não levar as coisas demasiado a peito. Ter sentido de humor.

A multi-premiada ilustradora Lisbeth Zwerger é um pouco mais cética (mas talvez tenha alguma razão): "Creio que não é muito eficaz mostrar um portfolio na feira. Os editores estão tão ocupados com todo o tipo de coisas que podem não dar toda a atenção a um ilustrador. O melhor é aproveitar para dar uma volta pela feira e tentar encontrar as editoras que possam estar mais interessadas no teu tipo de trabalho."


Mais sobre o guia de sobrevivência, aqui.

terça-feira, 11 de Março de 2014

Acordem, acabou a hibernação!





















Arriscamos sair à rua sem casaco. Habituamos de novo os olhos à luz (tanta luz!). Desligamos definitivamente os aquecimentos. Abrimos as janelas. Sonhamos com um mergulho longe do ecrã. Sonhamos ser peixes. Sonhamos ser um sapo. Imitamos uma rã.

Saltem do sofá, acabou a hibernação!
Tudo indica que a primavera não se vai atrasar.
Já planearam o que vão fazer Lá Fora?



sexta-feira, 7 de Março de 2014

Hoje só apetece estar assim





















Depois de um inverno com as letras todas, só apetece passar o dia de papo para o ar, a celebrar o céu azul e o sol.
Já só falta uma dúzia de dias para nos encontrarmos Lá Fora!

quarta-feira, 5 de Março de 2014

Silva's — uma coisa séria

No próximo dia 7 de Março de 2014, pelas 19H00, inaugura na Abysmo a exposição colectiva de ilustração SALÃO SILVA, comissariada por JORGE SILVA.














A exposição revela o olhar atento e a prática disciplinada de um diretor de arte, Jorge Silva, sobre 39 dos mais significativos ilustradores editoriais portugueses das três últimas décadas: ALAIN CORBEL, ALBERTO FARIA, ALEX GOZBLAU, ALICE GEIRINHAS, ANDRÉ CARRILHO, ANDRÉ DA LOBA, ANDRÉ LETRIA, ANDRÉ RUIVO, ANTÓNIO JORGE GONÇALVES, BERNARDO CARVALHO, CRISTINA SAMPAIO, DANIEL LIMA, FONTE SANTA, FRANCISCO VAZ DA SILVA, GONÇALO PENA, GONÇALO VIANA, JOÃO FAZENDA, JOÃO MAIO PINTO, JOSÉ CERQUEIRA, JOSÉ FEITOR, LUÍS LÁZARO, JOSÉ EDUARDO ROCHA, MADALENA MATOSO, MARTA ANJOS, NUNO SARAIVA, PATRÍCIA GARRIDO, PATRÍCIA ROMÃO, PEDRO AMARAL, PEDRO BURGOS, PEDRO CAVALHEIRO, PEDRO NORA, PEDRO ZAMITH, RICHARD CÂMARA, RUI BELO, RUI SILVARES, SOFIA DIAS, TIAGO ALBUQUERQUE, VASCO COLOMBO e YARA KONO. 


Cerca de 90 ilustrações, entre originais e prints digitais, mostram algumas das mais bem ilustradas páginas dos jornais Combate, O Independente e Público, além de vários projetos de comunicação do ateliê Silvadesigners. de 7 de Março a 5 de Abril: de segunda a sexta, das 10h00 às 13h00 e das 15H00 às 19H00.


segunda-feira, 3 de Março de 2014

A primavera não chega de um dia para o outro




















Os primeiros sinais já estão Lá Fora. Estejam atentos.
Faltam 17 dias, 3 horas e 14 minutos.


sexta-feira, 28 de Fevereiro de 2014

These books are made for walking























Novas exportações na passadeira do quintal:

1.ª fila: Quando eu nasci, Cá em casa somos, Depressa, devagar (edições coreanas) e És mesmo tu (em língua espanhola).

2.ª fila: O caderno vermelho da rapariga karateca (em língua espanhola), Uma mesa é uma mesa e Enquanto o meu cabelo crescia (edições coreanas) e Ir e vir (em língua inglesa).

quinta-feira, 27 de Fevereiro de 2014

"Irmão Lobo" selecionado para Concurso de Leitura

















Irmão Lobo, de Carla Maia de Almeida, foi selecionado para integrar o 1.º Concurso de Leitura do Concelho de Cascais, uma iniciativa que está a mobilizar os alunos dos 2.º e 3.º Ciclos dos onze agrupamentos do concelho. Cada escola tem estado a apurar os seus vencedores, que participarão na grande final, a realizar no dia 29 de Abril, na Biblioteca Municipal de S. Domingos de Rana, onde Carla Maia de Almeida também estará presente.
Para além de Irmão Lobo (que conta com lindas ilustrações de António Jorge Gonçalves), os concorrentes-finalistas vão ler também livros de Ilse Losa, José Fanha e Alan Bradley.

(Força miúdos. A Bolota está convosco!)



terça-feira, 25 de Fevereiro de 2014

Há quanto tempo não sobes a uma árvore?
























O novo livro do Planeta Tangerina chega no dia do equinócio da primavera.
Já só faltam 22 dias, 16 horas e 59 minutos.

sexta-feira, 21 de Fevereiro de 2014

Faltam 27 dias




















Faltam 27 dias, 0 horas e 23 minutos para chegar a primavera e o novo livro do Planeta Tangerina. Nessa altura, se tudo correr bem, já estarão uns dias lindos e vamos encontrar-nos todos Lá Fora.
Mal podemos esperar!


quarta-feira, 12 de Fevereiro de 2014

Não digas aos crescidos



Este ano, haverá pela primeira vez na Feira de Bolonha um pavilhão dedicado às crianças, escolas e famílias. Apesar de a Feira prever sempre exposições e eventos que se espalham um pouco por toda a cidade, há já algum tempo que a população bolonhesa reivindicava uma programação mais dedicada aos leitores (e não apenas aos profissionais do livro). A organização respondeu este ano com uma programação específica e um pavilhão próprio, onde decorrerão exposições, oficinas, visitas guiadas e sessões de autógrafos com autores e ilustradores de todo o mundo.
Tudo isto acontecerá — preparem-se... —no espaço de uma enorme livraria internacional dedicada exclusivamente aos livros infantis e juvenis (a organização usa a expressão "a huge international children's bookstore"), onde haverá livros de todo o mundo e de todas as famílias, devidamente organizados e arrumados (bem, pelo menos nos primeiros dias, porque depois, já se sabe...).

Para visitar o evento, que a organização baptizou "Don't tell the grown ups— a week of children's books and culture", basta procurar o Hall 33 da feira, um pavilhão que se manterá independente das reuniões de negócios que decorrem ali mesmo ao lado.
Porque nesta parte mais séria (chamemos-lhe assim), as crianças continuam a não poder entrar. E percebe-se porquê.

terça-feira, 11 de Fevereiro de 2014

Uma animação linda (para animar esta tarde de chuva)

Les poings sur les iles Spainish subtitled from LUBING on Vimeo.

Uma animação feita a partir do livro "Le poing sur les îles" (texto de Elise Fontanaille, ilustrações de Violeta Lopiz, edição original Rouergue), criada para o CJ Picture Book Animation Festival.


sexta-feira, 7 de Fevereiro de 2014

Maria Matos três vezes

8 e 9 de fevereiro haverá uma leitura encenada do livro "Contos do lápis verde" (interpretada por Luís Godinho, com texto de Álvaro Magalhães e ilustrações de Bernardo Carvalho).
Info aqui.

















O "Eu também moro na ponta dos pés" vai estar de novo em cena no Maria Matos.
De 13 a 16 de fevereiro.
Info aqui.



E lá mais para a primavera voltam os pirilampos de António Torrado (texto), Yara Kono (ilustrações) e Ana Lúcia Palminha (interpretação).
Info aqui.


terça-feira, 4 de Fevereiro de 2014

Ílhavo

O sábado chamou-nos e nós fomos.
Aqui ficam algumas fotografias tiradas por António Rilo (obrigada!)


























E alguns desenhos (lindos!) feitos nessa tarde.




segunda-feira, 27 de Janeiro de 2014

Em Bolonha: como navegar (e não naufragar) no meio de um mar de ilustrações?


Este ano, o Planeta Tangerina foi convidado a fazer parte do júri da Mostra Illustratori, a exposição de ilustração que decorre durante a Feira do Livro de Bolonha.
Esta exposição (e o catálogo que a acompanha) são aguardados com grande expetativa por todos os visitantes da feira e a seleção feita em cada ano é sempre motivo de alguma conversa e discussão. Sobretudo para quem está a começar e não tem ainda trabalho publicado "ser selecionado para Bolonha" é um incentivo importante. E não é raro vermos em Bolonha trabalhos de ilustração que não correspondem aos nossos critérios pessoais em relação àquilo que deve ser uma "boa ilustração". Quando se está do lado de lá, torna-se mais fácil perceber porquê.
Em Bolonha, os jurados são sempre diferentes e, por isso, o júri acolhe todos os anos variadíssimas experiências de vida, gostos e critérios: alguns jurados valorizam mais a parte técnica, outros a artística, alguns dão importância a que uma ilustração possa atrair imediatamente uma criança, outros procuram simplesmente algo novo. Esta variedade de olhares torna a seleção de Bolonha uma surpresa em cada ano e pode também, é claro, dar azo a polémicas. Uma escolha deste tipo, aberta e completamente livre, é sempre circunstancial e subjectiva, e logo, muito discutível. Não há mal nenhum nisso.
(Etienne Delesser, ilustrador e curador do site francês Ricochet, um dos mais lidos por editores e ilustradores, arrasou com a seleção feita em 2012. Resultado: no ano seguinte foi convidado a fazer parte do júri, para ter oportunidade de viver a experiência na pele...)



Este ano, fizeram parte do júri: eu (Isabel), em representação do Planeta Tangerina; Kitty Crowther, autora e ilustradora belga e vencedora do Prémio ALMA em 2010; Anna Castagnoli, ilustradora italiana e autora do blog Le Figure de Libri (visitado por ilustradores de todo o mundo) e ainda Errol van der Veldt, diretor do museu holândes Textiel Museum (e que trouxe, lá está, um olhar de outsider, muito importante para o júri). Fizemos uma equipa muito entusiasmada. Muito unida. Com muita vontade de discutir e perceber o olhar do outro. Com muita vontade de aprender, digo eu.



Normalmente, olhamos para uma imagem e pensamos "Gosto" ou "Não gosto". E, se nos perguntam porquê, a tendência é respondermos com argumentos muito mais emotivos do que racionais (embirro com isto ou aquilo, não gosto deste plano, destes olhos...). Mas, quando nos convidam a fazer parte de um trabalho assim, é preciso ter critérios um pouco mais sólidos e dar nomes concretos a sensações, problemas e soluções. É também importante manter o espírito aberto e estar preparado, não só para aceitar uma escolha que não corresponde cem por cento ao nosso gosto pessoal, como, ainda mais importante, para mudar de ideias durante o processo de seleção. Aconteceu-nos a todos: não gostar de um trabalho e, depois de ouvir alguém falar com mais detalhe sobre as razões da sua escolha, passar a valorizá-lo de outro modo. É como abrir os olhos um pouco mais.

O que fizemos, em Bolonha, foi conversar bastante de maneira a criar uma espécie de base comum a todos. Ainda antes de iniciarmos a seleção, trouxemos algumas perguntas para a mesa do pequeno-almoço: o que é que procuramos numa ilustração? Ao que é que damos mais valor? O que chama a nossa atenção num trabalho? O que pomos imediatamente de parte? Para que serve uma mostra deste tipo? Desta conversa saíram logo uma série de palavras que estariam na base dos nossos critérios e que, em momentos de indecisão, foram uma grande ajuda para escolher ou pôr de parte trabalhos. Porque — é fácil imaginar porquê — não foi fácil chegar à lista final de selecionados...


















Quando entramos pela primeira vez no hangar onde estão organizados os trabalhos a concurso, não podemos deixar de pensar como há tantos ilustradores no mundo(!) e como as mesas quase caem com o peso de tantas expetativas ali juntas...
A tarefa que temos pela frente é uma verdadeira empreitada. Em 3 dias temos de selecionar um máximo de 80 trabalhos entre as categorias Fiction e Non Fiction. Para tal é preciso andar, andar, andar (acho que andámos dezenas de quilómetros nos corredores entre as mesas), é preciso olhar muito atentamente para tudo e, numa primeira fase, deixar que a intuição nos guie. E depois é preciso parar, conversar, discutir, analisar tudo mil vezes. Voltar a andar, a andar, a andar... Parar de vez em quando. Deixar que a memória faça o seu trabalho e nos faça regressar a qualquer coisa que deixámos para trás...



















Este ano, 3188 ilustradores, de 191 países do mundo, enviaram trabalhos para Bolonha. Houve países que concorreram com dezenas de trabalhos (Itália, Japão, França); outros que não participaram de todo (muitos países africanos, por exemplo); outros dos quais começam agora a chegar as primeiras participações e que prometem dar cartas nos próximos tempos (China). Houve ainda trabalhos enviados por livre iniciativa dos autores (quase todos), outros que chegaram integrados em escolas ou cursos de ilustração. Inglaterra, Itália, França e Alemanha são dos países que concorrem com mais estudantes.
É natural que, em anos anteriores, os critérios tenham sido outros, mas este ano não procurámos ter uma representatividade equilibrada no que diz respeito aos países ou à participação das escolas /autores individuais: quase sempre avaliámos os trabalhos sem sabermos a sua origem e na nossa escolha final esses não foram critérios importantes.

No centro de tudo colocámos antes: a honestidade do autor, e por isto entenda-se a capacidade de criar um universo próprio, sólido que, mesmo tendo referências de outros artistas, não seja apenas uma cópia (mesmo que bem feita); a capacidade de surpreender (arriscando, experimentando); a coerência do conjunto das 5 imagens; a parte técnica (considerámos importante existir um nível mínimo de domínio das técnicas usadas); a capacidade de contar uma história e/ou de transmitir emoções/ ambientes/sensações.
É claro que, se fosse outro o grupo de jurados, os critérios seriam outros e a seleção feita teria sido outra também.

Uma nota para o final: é muito difícil avaliar um ilustrador através de apenas 5 imagens e, ainda mais, quando essas imagens estão fora de qualquer contexto (não existe um texto, um livro, uma história a acompanhá-las...). Em muitos casos tivemos dúvidas... tantas que muitas vezes nos apeteceu deixar um recado a alguns ilustradores que, apesar de terem um trabalho excelente, por uma ou outra razão não fizeram parte da lista final.

O post it amarelo daria qualquer coisa assim: "Por favor, não desistas. Keep going!"

A lista completa dos ilustradores selecionados para 2014 está aqui.

quarta-feira, 22 de Janeiro de 2014

Este sábado está a chamar-te (não ouves?)






















No próximo sábado à tarde vamos estar na Biblioteca Municipal de Ílhavo a fazer um workshop de ilustração.

Vamos experimentar a técnica usada nas ilustrações do "Este livro está a chamar-te (não ouves?)": desenhar formas, recortar, pintar com rolo, compor desenhos, inventar um percurso.
Para pequenos e grandes.
Informações aqui.

quinta-feira, 16 de Janeiro de 2014

Livros: as regras do negócio

Na edição portuguesa do Le Monde Diplomatique deste mês, Sara Figueiredo Costa assina um artigo sobre o negócio dos livros em Portugal. Vale a pena ler.

terça-feira, 14 de Janeiro de 2014

Antes de um livro ser um livro

A Ilustrarte inaugura na próxima quinta-feira. As ilustrações do Bernardo para o "Olhe, por favor, não viu uma luzinha a piscar? / Corre, coelhinho, corre!" estão entre as selecionadas.

Mas, antes de serem as belas aguarelas que vão ter oportunidade de ver, foram desenhos a lápis e esferográfica sobre papel de máquina (amachucado, pisado, molhado, maltratado), riscos, esboços, desenhos e algumas ideias que ficaram pelo caminho.

Aqui fica uma micro-visita a desenhos que também fazem parte deste livro, mesmo que não estejam à vista de quem o folheia.








































Edições da ilustrarte que passaram por aqui: